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Ação Felina "Caviloso. Essa palavra saiu da moda mas deveria ser reconduzida, não existe melhor definição para a alma do felino. E certas pessoas que falam pouco e olham. Olham. Cavilosidade sugere esconderijo, cave — aquele recôncavo onde o vinho envelhece. Na cave o gato se esconde, ele sabe do perigo."
"De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato."
"São distantes, discretos, impecavelmente limpos e sabem calar. Falta mais alguma coisa para considerá-los uma excelente companhia?"
"Prefiro os gatos aos cães porque não há gatos policiais."
"A natureza dos gatos parece fundamentar-se no princípio de que nunca é ruim pedir o que se deseja."
"O gato possui beleza sem vaidade, força sem insolência, coragem sem ferocidade, todas as virtudes do homem sem vícios."
Escrito por LovCat às 03:15:29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O gato
Escrito por LovCat às 03:00:21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Perdão pelo sumiço, mas enfim voltei! O gato
Escrito por LovCat às 02:51:09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Coelho e o Leão (Augusto Monterroso)
*Nessa situação prefiro não tomar partido... Escrito por LovCat às 01:50:53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A COBRA ( http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=13567&cat=Contos )
*Não gostei do texto, mas faz sentido... Escrito por LovCat às 01:42:01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O RATO(NELSON VITOR PEREIRA)
Ao abrir a porta, lá estava o rato. O animal asqueroso e arisco correu para debaixo do sofá. Duas alternativas: fingir não tê-lo visto, ou, perseguí-lo até o fim do mundo para exterminá-lo - livrar a Humanidade de sua maligna presença!
Uma das opções era mais cômoda, afinal éramos só nós dois - eu e o rato - ali, um canto desconhecido no planeta, longe de tudo e de todos... Eu estava cansado, necessitado de usar o vaso, aliviar a bexiga, tomar um bom banho, relaxar... Os ratos têm fama de hábeis fugitivos e a sua captura, com certeza, tomaria tempo, muito tempo! Tive, então, uma idéia. Fui até à geladeira, peguei um pedaço de queijo e o coloquei do lado de fora da casa, deixando a porta aberta. No dia seguinte, após um dia massacrante,retornando à casa, ao colocar a chave na fechadura, ouvi uns guinchos. Eram os guinchos baixinhos e festivos do meu amigo camundongo, de quem já havia me esquecido. Poderia, agora, pisar-lhe a cabeça, mas não o fiz. Abri a porta e entrei. Ele poderia ter entrado comigo, pelo meu descuido, mas não, ficou ali, junto à vasilha que eu não recolhera. Olhei para o ratinho e tive a impressão que ele abanava o rabinho e que seus olhos brilhavam inocentes. O que eu fiz, então? Ali estava uma criatura indefesa, confiante e ingênua - pronta para ser abatida, como freqüentemente acontece nas relações humanas... Ainda tinha queijo na geladeira e, junto à outra vasilha, coloquei uma com água. Hoje, antes de chegar em casa, passarei no mercadinho da esquina, pois estou sabendo que lá tem “queijins” de Minas. Será que o bichinho vai gostar? ![]() Escrito por LovCat às 01:22:27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] (Mark Twain)
Se você recolher um cachorro que morre de fome e o tornar próspero, ele não o morderá. É esta aí a diferença principal entre um cão e um homem.
Escrito por LovCat às 01:09:47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Cão sem Plumas (João Cabral)
“A cidade é passada pelo rio como uma rua é passada por um cachorro... Aquele rio era como um cão sem plumas...”
(Trecho) Escrito por LovCat às 00:59:59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Prova Falsa (Stanislaw Ponte Preta)
E suspirou cheio de remorso.
*A gente nunca sabe né... Escrito por LovCat às 00:56:50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Reis Magos (José Tolentino Mendonça)
Uma mesa de plástico, branca a mesa estava encostada às janelas do café procuro desse facto uma versão era uma mesa lisa, branca olhos velozes de um gato os teus
Escrito por LovCat às 22:30:46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Escrito por LovCat às 22:09:48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Joujou Pessoas, Coisas e Animais: Gilberto Freyre Recordo-me de Joujou como se ele tivesse sido quase pessoa de minha casa, quase membro de minha familia, no tempo em que eu, solteiro, um tanto boêmio e sempre em viagens pela Europa e pelos EUA, vivia ainda no Recife com minha velha gente vida de filha e não ainda de pai. Entretanto, era esse Joujou um animal e as vezes chegava a parecer simplesmente uma coisa: uma almofada branca e felpuda, perdida no silêncio nos meios-dias em algum recanto mais sombrio da sala de visitas: uma sala de visitas à antiga moda patriarcal. Já não me lembro porque se chamava Joujou. No seu caso era um desses nomes irônicos que nos surpreendem não só em pessoas como em animais. Era gato e não gata. E gato másculo, grande, maduro, valente que de noite parecia um felpudo cão de raça que guardasse a casa. Enfrentava então cãos vadios e gatunos afoitos com uma superioridade magnífica não só de inteligência como de força. Guardava a casa como se fosse um cão não direi policial, mas militar e militante.
Escrito por LovCat às 02:15:44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ferreira Gullar (Trechos do livro infantil: Um gato chamado gatinho)
Dizem que gato é muito ingrato e indiferente: só gosta da casa não gosta da gente.
Mas é puro boato. Quem isso inventou não gosta de gato. Pois o nosso Gatinho tem verdadeiro horror de ficar sozinho. Prefere estar junto do dono ou de alguém que lhe queira bem.
por ser muito cauteloso, tem no entanto um ponto fraco: é por demais curioso.
Por isso na Antiguidade, já se dizia - e é fato - que a curiosidade foi que matou o gato.
E entre os dois sentimentos vive o gato a hesitar mas chega sempre o momento em que ele escolhe arriscar.
Escrito por LovCat às 21:33:52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] SUAVE MARI MAGNO (Machado de Assis: Do livro: Ocidentais)
Lembra-me que, em certo dia, Arfava, espumava e ria, Nenhum, nenhum curioso Junto ao cão que ia morrer,
Escrito por LovCat às 19:12:41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
«Um cão,
eu sempre disse,
é prosa;
Um gato
é um poema.»
Jean Burden
Escrito por LovCat às 02:34:13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Gato (Alexandre O'Neill, Gato)
Que fazes por aqui, ó gato? Que ambiguidade vens explorar? Senhor de ti, avanças, cauto, meio agastado e sempre a disfarçar o que afinal não tens e eu te empresto, ó gato, pesadelo lento e lesto, fofo no pêlo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada? Qual o crime de que foste testemunha? Que deus te deu a repentina unha que rubrica esta mão, aquela cara? Gato, cúmplice de um medo ainda sem palavras, sem enredos, quem somos nós, teus donos ou teus servos? )Que fazes por aqui, ó gato? Que ambiguidade vens explorar? Senhor de ti, avanças, cauto, meio agastado e sempre a disfarçar o que afinal não tens e eu te empresto, ó gato, pesadelo lento e lesto, fofo no pêlo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada? Qual o crime de que foste testemunha? Que deus te deu a repentina unha que rubrica esta mão, aquela cara? Gato, cúmplice de um medo ainda sem palavras, sem enredos, quem somos nós, teus donos ou teus servos?
Escrito por LovCat às 02:08:42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Acerca de Gatos (Eugénio de Andrade)
Em Abril chegam os gatos: à frente
Escrito por LovCat às 02:04:11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O gato (Vasco Graça Moura)
Vejo atrás dos vidros no jardim o gato siamês que passa entre os girassóis.
na mesa da sala há mais girassóis num pote azul de faiança.
às cinco da tarde a janela, a porta, estão fechadas, mas
agora o gato vai passar na penumbra, entre os girassóis e a parede.
é um sombra rapidamente imaginada sobre a mesa,
que dita em ponto, de olhos límpidos, e percebe o jogo de espaços e que
já regressou ágil se salto felino ao corpo do gato repentino lá fora.
Escrito por LovCat às 01:57:51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Nuno Júdice, Zoologia: O Gato
Um gato, em casa sozinho, sobe à janela para que, da rua, o vejam.
O sol bate nos vidros e aquece o gato que, imóvel, parece um objecto.
Fica assim para que o invejem — indiferente mesmo que o chamem.
Por não sei que privilégio, os gatos conhecem a eternidade.
Escrito por LovCat às 01:50:20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Hans Jürgen Heise, Bensafrim
A manhã dá aos gatos sapatinhos de orvalho
Escrito por LovCat às 01:48:18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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